Na vida estamos sempre à espera. Pode ser do comboio, do jantar, do ordenado. Pode ser dum amigo que demora, de um filho que se traz dentro. Há esperas curtas e esperas mais longas mas, normalmente, dependem de algo exterior e, por isso, temos de esperar.
Mas há esperas estruturais, que nos definem. É aquilo de que abrimos mão no Agora em função do Bem Maior que...esperamos!
É bonito acolher esta renúncia no coração e educar-nos na docilidade ao Tempo que é eterno.
O Agora é efémero e quando escolhemos, por amor, prescindir deste "já" que temos pela Esperança no Futuro que (ainda) não nos pertence, então o mundo abre-se e torna-se grande. Já não é nosso só o que somos mas também a construção do que queremos ser. E se sonhamos com Mais, então vale a pena esperar!!
